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O que esperar da minha primeira importação? Escapando do canal vermelho

21 de maio de 2018 Importação

Ao final de um processo de importação, quando a mercadoria chega ao destino, ela é submetida à conferência de acordo com as informações prestadas pelo importador no Sistema Integrado de Comércio Exterior, o Siscomex. Nesta etapa, chamada de desembaraço aduaneiro, a Receita Federal faz um tipo de classificação das importações para avaliar a qual tipo de fiscalização a carga será submetida. Esta classificação é chamada, no jargão do comércio exterior, de parametrização e irá definir, dentro de um processo automatizado, em qual canal de importação a mercadoria será enquadrada, que pode ser o verde, o amarelo, o vermelho ou o cinza.

O canal vermelho é um dos principais motivos de preocupação dos importadores, especialmente para os de primeira viagem. Ao contrário do canal verde, em que a mercadoria é liberada sem passar por conferência alguma, e do canal amarelo, no qual é feita apenas a conferência documental, no canal vermelho é realizada toda a verificação documental e física dos objetos da importação. Esse procedimento é feito por amostragem, mas todo importador fica sujeito ao risco de “cair” neste canal.

O terrível canal vermelho

A consequência para o importador da mercadoria entrar no canal vermelho é o atraso na liberação. Quando se fala em comércio exterior o prazo é uma questão muito importante que deve ser levada a sério. O canal vermelho pode prolongar o prazo de liberação em mais de 30 dias, o que, dependendo do tipo e nível do negócio, pode provocar sérios prejuízos. Imagine uma indústria que esteja esperando um equipamento chegar do exterior e ter uma linha de produção parada por um mês por conta do atraso? Peças ou matérias-primas que chegam com atraso também podem acarretar em prejuízos financeiros.

Não arrisque na primeira importação

Existe uma premissa no mundo do comércio exterior de que a primeira importação de uma empresa ou pessoa física irá “cair” no canal vermelho inevitavelmente. No entanto, é importante ressaltar que no comércio internacional a experiência faz toda a diferença. A escolha do fornecedor, do Incoterm, as exigências de comprovantes e documentos pelos órgãos de controle e fiscalização, além de toda a legislação que regula os procedimentos de importação e exportação, a própria barreira do idioma, enfim, tudo que envolve essas operações pode ser muito complexo para empresas que estão ingressando nesta modalidade de comércio. Por isso, quanto maior for a falta de experiência e conhecimento, maior será o risco de se cometer erros na importação. Ao seguir rigorosamente todas as exigências e prestar as informações corretas, o risco de sofrer com problemas relacionados ao canal vermelho são minimizados significativamente.

Para evitar os problemas na primeira importação e não correr o risco de atrasos a empresa pode contratar a assessoria de uma trading. Uma consultoria especializada em comércio exterior cuida de toda a parte de documentação e despacho aduaneiro junto à Receita Federal e ainda pode contribuir para aumentar a rede de networking com os fornecedores internacionais. Além de contar com profissionais experientes e especializados, ao utilizar os serviços de uma trading a empresa não precisa ter em seu quadro de colaboradores profissionais de comércio exterior, o que representa reduzir os custos operacionais e ter maior foco na atividade fim do negócio. Pense nisso antes de fazer sua primeira importação e evite problemas.

 

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